LOUCURA

Loucura.

Balanço-me para trás e para frente...

Enlouqueço-me num olhar estranho, parado.

Quero entrar no inexistente,

esquecer o presente.


Envolvo-me em uma velocidade anormal,

de pensamentos sem nexo,

onde olho o que não vejo,

onde cheiro o inodoro.


A tristeza leva meu corpo sem reação,

sinto o sangue em minhas veias envenenado,

como se meu corpo não possuísse alma.


Uma pintura abstrata, que não sei as cores:

as cores da vida, da morte, da alegria, da dor.

É como se a sonolência da minha mente

anestesiasse a realidade.


Grito sem abrir a boca,

sou apenas louca.


Louca de amor,

louca capaz de sentir o vento na calmaria,

calor no inverno.

Louca que leva o seu choro a correr o mundo,

dizendo:


Sou livre,

sou louca.

Balanço-me para trás e para frente.

Não tenho nome,

não sou gente.


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